quarta-feira, 3 de setembro de 2008

À Deriva

Em busca de palavras para desenhar poesia
Em busca de versos para se expressar
Quer o mago o controle da magia
Que tem o poeta quando se põe a cantar

Quando se vê em meio ao mundo atordoado
E ninguém pára a pensar em solução
Da mente faz-se um barco ancorado
Alto mar violento ouvindo só o coração

Ondas disformes e fortes o tornam sem rumo
Fazem-no perder na escuridão
Teu olho é um farol verde e distante
Deixa não mais apenas a mente sem direção

Até então fora seu navio um forte
E sua bandeira todo seu suprimento
Seu castigado casco agora acusa o corte
Sobrevive, melancólica, a bandeira ao tormento

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