Tenho mãos acariciadas por cabelos
Que deslizam a moldar um rosto
E uma boca que ávida me olha
Mais do que os olhos poderiam
Faz-me escravo destes lábios, deste gosto
A paixão reapresentada à vida num sorriso
Talvez teimosa vença, finalmente aprenda
Jamais hei de esquecer
Do assalto seco, tinto, do beijo
Da ironia transformar angústia em prenda
Sabe a madrugada aguardar ansiosa
O ensolarado dia que há por vir
E sabe ele seu tempo, seu lugar
Sua alva maciez em pele
Quase possível tocar sua luz
Fazer dela meu caminho
Fazer dela meu andar
Subo às torres do castelo
Imploro à princesa que me salve
Pois há muito já perdi defesas
Impávida me atire ao banho
Me banhe em mãos e sutilezas
Canto o prazer em tons maiores
No jazz suave, omitido em bruma
Nas palavras entre dentes sufocadas
Largadas ao vento, leves feito plumas
Aliviando enfim almas antes acossadas
terça-feira, 23 de setembro de 2008
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