Então anjos à Terra olharam
E bradaram em uníssono amém
Iluminando o caminho
Entre floresta e firmamento
Que ainda hei de conhecer
Estrelas
Ao redor cirandaram
Por instantes
Demônios que a ti cobiçavam
Espantaram
Mãos outrora se explicavam
Gesticulavam
Desenhos a esmo no ar
Se enterneciam
Tateavam do amor
A face
Lábios outrora se abriam
Buscavam a palavra correta
Em vão
Agora se calavam
Beijavam a própria beleza
Pura e incerta
O que em momentos fora encontrado
Vida inteira de outro errante
A felicidade bruta
Eterna em um instante
Intensa e fulgáz
Medida em sorrisos
Trazida a tona a olhos vistos
Espremida entre pressa
E ansiedade do viver
Chama viva
Esperança
Certeza de saber
Alguém há por você
Alguém há de lhe encher o peito
Pois quem duvida do destino
Quer fazer seu próprio caminho
O fará
Da exata forma
Que o destino o quer feito
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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